sábado, 28 de agosto de 2010

Para Minha Filha Victória

Olha, eu vou te falar 
Que esse amor que eu sinto 
Não é um amor perfeito, 
Mas é verdadeiro. 
É inteiro. 
É meu amor por você garota. 
Com olhos de sonhos, 
E jeito de borboleta. 
É bom te amar... 
Esse amor que sinto 
Como estrela brincando solta no espaço, 
Como o sol quente dando um abraço. 
É meu amor por você, garota. 
Com olhos que roubaram o mistério do mar, 
E jeito de passarinho 
Com vontade de voar.

Fiz esse poema pra minha filha em 2006, quando ela estava com 14 anos.


TE AMO FILHA! (amigas para sempre!)

Alucinados?



Quem não conhece um "louco" ou "louca"? Mas não a ponto de internar; aquele tipo "pavio curto", que se repete a todo o momento, sempre cheio de razão, grosseria e prepotência.
Rapidamente eu me lembro de uns três, sendo muito generosa com outros tantos. É só vasculhar a memória que aparecem faces, nomes e situações; as lembranças afloram. Algumas desagradáveis, outras constrangedoras ou no mínimo hilárias.
Não escrevo com a intenção de falar mal dessas pessoas, mas se torna inevitável.
Vem na minha cabeça o quanto deve ser triste amar um ser humano assim. Felizes os que podem se afastar, que são meros conhecidos. Tipo quando encontra o cara no mercado e começa a baixaria: Fala mal da sogra, da briga que teve com a professora do filho; sempre com exaltação como se estivesse ocorrendo naquele exato momento. A saída é concordar com a cabeça, fazer algumas caras e bocas e inventar uma desculpa rápida para cair fora..
Será que esse alucinado tem consciência do mal que causa aos que fazem parte da sua existência? Eu digo existência e não convivência por acreditar que mesmo que tu não faças mais parte da vida dessa pessoa, o mal já está feito.
PS: Prefiro o termo alucinado que louco; a loucura me leva a outros caminhos e muitos me são agradáveis. Também não sei se seria melhor desvairado que alucinado, ou quem sabe perturbado, não sei se existe uma palavra que defina. Quem sabe é um transtorno de personalidade, só um psiquiatra pra falar com esse conhecimento de causa. rsrs
Esses indivíduos são explosivos, inflexíveis e chantagistas (normalmente jogam com os bons sentimentos dos outros), sabem ser arrebatadores e muito sedutores. E são "corajosos", coloco entre aspas porque a coragem que me refiro é sem nenhuma honra. Se disserem que vão fazer, fazem, sem medir as consequências; sem se preocupar com ninguém. Confundem a mente dos que convivem, distorcendo os fatos, exercem um vampirismo e passam a idéia de proteção.
Entrar em conflito com um desvairado, ou tentar desmascará-lo pode se tornar uma cena de filme de terror. E depois de muita tirania é bem provável que ele largue tudo, como se diz, "tira o time de campo", uma forma covarde de eximir-se de qualquer culpa. Quando isso ocorre, fica um rastro de dor e tristeza. São os filhos problemáticos, pais com sentimento de culpa, mulheres magoadas, traumas insuperáveis. As vítimas sempre são os mais íntimos.
Pensando bem, são "loucos de atar" e deveriam ser internados sim!
Motivo: Não amam ninguém
Causa: Egoísmo crônico
Tratamento: De choque




* Qual quer coincidência é mera semelhança.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Meu poeta

 

                   
Como gosto do Mário Quintana.
Nas minhas lembranças ele é aquele avô que admiro e passamos as férias juntos; avô que na verdade nunca tive, mas imagino, como se vê nos filmes..
Adoro as imagens dos seus poemas na minha memória; tem cor, música, alegria, juventude, solidão, irreverência e singularidade.
Meu poeta tu nunca serás saudoso porque estás sempre presente.

"No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas
que o vento não conseguiu levar:
um estribilho antigo
um carinho no momento preciso
o folhear de um livro de poemas
o cheiro que tinha um dia o próprio vento..."

Te amo!


domingo, 8 de agosto de 2010

Pais & Filhos


Filhos dão trabalho, ainda na barriga são exigentes, espaçosos e causam enjôo e para os pais mais cautelosos, antes mesmo do filho ser concebido, já são enumeras as preocupações. Mas vale a pena, pais sabem disso! Todas aquelas trocas de fraldas, mamadeiras, papinhas, idas e vindas da escola, médicos, pracinhas e por ai vai...
Quando meus filhos eram menores, eu dizia pra eles “antes de ser amiga de vocês eu sou mãe”. Significava que eu tinha as rédias curtas e sabia o que era o melhor pra eles, desde escovar os dentes a não pegar nada que não lhes pertencesse. Mas os filhos crescem muito rápido para os pais, não nos dão tempo para assimilar tantas mudanças. E quando percebemos que aquela criaturinha não escuta mais tudo o que dizemos e que colocar de castigo não vai adiantar, ai sentimos que as coisas estão diferentes, e antes de ser pai ou mãe queremos a amizade do nosso filho. Agora ele tem idéias próprias e gostos diferentes dos nossos, que vão da música a maneira de vestir. E eu acho ótimo! Afinal é outra geração, são outros conceitos, imagina passar da infância direto para idade adulta, sem a transição que é a adolescência? E pior, ser exatamente igual a sua mãe (ou pai) que por sua vez seria igual a sua avó (ou avô). Que horror, ou como diria o meu filho, que tenso!!!
E a sexualidade, esse turbilhão de hormônios que deixam espinhas na cara e os pais apavorados. Sim, porque nada mexe mais com os pais do que isso, será que tá “ficando”, namorando, transandooo??? Com homem ou mulher? Tem pai e mãe que entendem melhor o que o filho está vivendo, lembram de quando tinham essa idade, outros não.
Não podemos interferir na sexualidade dos nossos filhos, eles precisam amadurecer emocionalmente, fazer suas descobertas, conquistas e sofrer decepções. O melhor que podemos fazer é orientar e se tivermos sorte eles até vão nos dar uma brecha para um diálogo. Quem sabe o pai (ou mãe) possa falar pro filho de gentileza e romantismo além de tesão e camisinha e a mãe possa falar pra filha adolescente sobre a importância da primeira vez na vida de uma mulher e como não existe uma idade certa e sim o momento certo.
Pais querem sempre o melhor para os filhos, investem, criam expectativas, acho que faz parte da evolução da nossa espécie o desejo de que nossos filhos sejam melhores do que nós, que cheguem mais longe. Deveria ser sempre assim, mas às vezes não dá certo.
Certa vez, durante uma conversa em família, uma tia me disse que só existem dois tipos de pais: Os que conhecem e os que não conhecem os filhos. Acho que é isso mesmo. Que Deus permita que eu enxergue os meus filhos como eles são, quais são as suas necessidades e não as minhas.